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  • Felipe Matias do Vale

Consulta jurídica, cobrar ou não!



Iniciarei uma nova série de textos direcionadas para os advogados, pretendo abordar distintos temas, como questões da vida prática do advogado, audiências, peticionamento, cobrança de honorários entre outros temas.

  Mas agora o ponta pé vai ser para falar de um tema que provoca grande debate a cobrança de consultoria.

  Recentemente estava em um café, quando meu telefone tocou, um número desconhecido, atendi normalmente, um possível cliente se identificou e informou seu problema, disse que recebeu uma intimação informando a respeito de uma execução fiscal em seu nome.

  A pessoa informou que estava sem chão, não sabia como agir e que, àquela dívida não era dela que havia acontecido um problema e que a dívida acabou ficando como sendo de sua responsabilidade, mas na verdade era de um terceiro.

  Eu já pensei de imediato: “Opa um cliente com um problema que entende que essa situação deve ser solucionada”. Maravilha né, a conversa foi correndo de maneira usual.

  Fomos conversando e informei que seria interessante conversarmos pessoalmente para o tema me fosse explicado de melhor maneira, para que fosse realizada uma boa entrevista para o melhor entendimento do caso e em principal o esclarecimento das dúvidas.

  Nossa, o cliente achou excelente e muito bom, pois em dois dias já nos encontraríamos, então depois de mostrar o valor dos serviços que seriam realizados, chegou a hora de informar o preço que teria que ser pago um valor por essa consultoria e, quando fui dar sequência na minha fala.....fui interrompido bruscamente e a voz com tom de irritação diz:

  “Não Felipe, pode desmarcar, não vou pagar ninguém para responder uma pergunta para mim não”.

  Nesse ponto e interessante fazermos a reflexão cobrar ou não consultoria eis a questão?

  Sim, devemos cobrar a consultoria sim, apenas pense em todo os esforços que você passou para chegar ao ponto de ser advogado, o tempo dedicado aos estudos, as noites em claro para estudar ou então se preparar para alguma reunião e, em principal todos os valores que foram gastos na sua formação, que vão desde o adimplemento da universidade, compra de livros, aquisição de cursos de atualização, especializações entre outras despesas existentes ao longo da carreira de advogado.

  Será que depois de todo esse meu empenho e esforço não devo cobrar para a pessoa “beber do conhecimento direto da fonte”.

  Se os motivos acima não foram suficientes para lhe convencer, farei minhas as palavras de um grande amigo “fica sem cobrar consultoria de 5 clientes garanto que nenhum vai fechar com você, depois cobra a consultoria de 5 clientes, garanto que uns 4 vão fechar o contrato com você”.

  Voltando ao caso da ligação que recebi, no mesmo momento lembrei desse comentário quando a ligação se encerrou e, não senti a menor preocupação de não ter agendado a reunião com essa pessoa e digo isso por uma simples crença.

  A pessoa que não está disposta a pagar se quer uma consultoria, não estará disposta a pagar o valor de honorários advocatícios justos de acordo com o caso dela.

  Mas Felipe eu vou ficar sem cliente!

  Não meu caro colega, o fato de você cobrar as suas consultorias demonstra a valorização que você faz do seu serviço e, que existe um valor por trás dos seus esforços. E como já mencionei a probabilidade de um cliente que não está disposto a arcar com uma consultoria, fechar o contrato é ínfima, mas caso feche, sem sombra de dúvidas, não irão pagar um valor coerente com o serviço que será entregue, e você irá levar prejuízo.

  E você meu leitor o que acha do tema, cobrar ou não consultoria, deixe aqui a sua opinião, e vamos conversar sobre o tema.

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